Estudo internacional sobre negócios próprios em 10 países

Grupo Metro

O Grupo Metro desenvolveu recentemente um estudo internacional sobre o “Negócio Próprio". Foram inquiridas 10 mil pessoas em 10 países: Portugal, Alemanha, França, Holanda, Itália, República Checa, Roménia, Turquia, Rússia e China.
Este estudo fornece uma perspetiva sobre as atitudes do público em geral relativamente aos proprietários de negócios independentes, bem como dos empresários em si, as dificuldades que enfrentam, a sua experiência e o que pode ser feito para ajudá-los a expandir os seus negócios.



Através deste estudo, a Metro apurou a nível global que as pessoas apresentam maior propensão para favorecer e escolher negócios próprios em detrimento de empresas não independentes (31%). O principal motivo apontado é a importância para a comunidade que as pessoas atribuem a estes negócios (52%). Outros fatores incluem a qualidade dos produtos (45%) e serviços que oferecem (29%), bem como o relacionamento pessoal com os clientes.

Curiosamente, quase metade dos inquiridos que não possuem negócios próprios (48%) afirmaram que gostariam de iniciar o seu próprio negócio. Em Portugal, 40% dos inquiridos que preferem comprar em negócios próprios afirma que estes oferecem melhor qualidade.

Apenas alguns dos interessados em possuir um negócio próprio, encontram-se confiantes de que serão, realmente, donos de uma empresa no futuro.

A nível global, embora muitos inquiridos tenham manifestado interesse em possuir um negócio próprio, apenas 13% pensa que é muito provável materializar essa ambição. O “Metro International Own Business Study” descreve essa discrepância como “Entrepreneurial Gap” e fornece informações sobre as barreiras que as pessoas enfrentam quando pensam iniciar uma atividade própria. Neste ponto, as dificuldades em encontrar apoio financeiro (46%), assim como o ambiente económico instável (41%) são fatores que se encontram no topo da lista de razões mencionadas.

Em Portugal, 47% dos inquiridos que afirmam existirem barreiras que dificultam a abertura de negócios próprios, apontam para a situação económica ser o principal fator que não motiva a tomada de decisão neste sentido.
Melhorar as condições para negócios independentes é visto como uma tarefa política. Faz parte da responsabilidade dos atores políticos melhorar as condições para este género de negócios.

Um dos principais objetivos do estudo passa por perceber de uma forma mais clara os desafios que os empresários independentes enfrentam, atualmente. Quando questionados sobre as maiores ameaças ao sucesso dos seus negócios, a maioria dos proprietários, a nível global, manifestou preocupação sobre a falta de apoio financeiro (46%), a situação económica do seu país de origem (41%), a tributação (28%), bem como a burocracia (27%). Estas preocupações variam de acordo com o país, com a situação económica geral e a tributação. Este cenário demonstra que os empresários independentes dependem de políticas para criar um ambiente no qual os seus negócios possam prosperar.

Em Portugal, 38% dos inquiridos afirma que a atual situação económica é um constrangimento. Com uma percentagem menor (18%) apresenta-se a situação política atual.

Apesar de todos os desafios que o estudo coloca a descoberto, os donos dos seus negócios são altamente positivos em relação à sua decisão de iniciar um negócio próprio: uma esmagadora maioria de 89% dos inquiridos tornar-se-ia um proprietário independente novamente, caso pudesse voltar atrás no tempo.

Com a mesma percentagem (89%), a grande maioria dos portugueses inquiridos afirma que iniciaria novamente um negócio próprio.
Ser o dono do negócio (53%), ter um negócio pelo qual é apaixonado (38%), flexibilidade para fazer outras atividades fora do trabalho (38%) e o gosto pela responsabilidade de gerir um negócio (33%) foram apontados como os principais benefícios de ter um negócio próprio, a nível nacional.


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04/12/2017

Fonte:AEP, Paulo Moreira

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