EY divulga guidelines orientadoras para o setor da indústria

3ª edição do "Beyond – Portugal Digital Transformation"

A EY identificou seis guidelindes orientadoras sobre as principais forças que irão impulsionar a mudança e transformar a forma como as empresas industriais criam e capturam valor. Para a consultora, as empresas que entendem as guidelines agora apresentadas, no decorrer desta era de transformação, terão mais condições de se adaptar neste período de constantes mudanças.


1. Predictive Engineering

Não há precedentes para o ritmo constante de mudança que está a ocorrer nos diversos setores. A automatização, a robotização e a inteligência artificial permitem uma crescente digitalização do mercado, causando disrupção nos respetivos modelos de negócios e nas propostas de valor das próprias empresas. Estas forças melhoram a performance das organizações, que se tornam mais ágeis, centradas no cliente, responsivas, digitais e transparentes em relação aos stakeholders e ao mercado em geral.


Devidamente trabalhados, estes dados contêm informação de elevado potencial e valor acrescentado para as suas organizações, permitindo a alteração do paradigma de gestão. As novas tecnologias permitem a implementação da gestão por antecipação que prevê tendências de mercado, quebras de equipamento, modelos de otimização de inventários, problemas de working capital e cenarização de alternativas de planeamento.



2. Human augmentation

Os materiais e tecnologias, incorporadas nas ferramentas de trabalho irão modificar as atividades laborais. A incorporação de tecnologias de auxilio em dispositivos vestíveis (wearables) irá conduzir a um aumento da produtividade humana. Soluções como exosqueletos, olhos biónicos (lentes de contacto com visão infravermelha ou ultravioleta, por exemplo), realidade aumentada, projeções holográficas ou mesmo a tradução em real time, irão servir como suporte à melhoria da eficácia e eficiência humana.



3. Blockchain

A tecnologia Blockchain, quando utilizada, tem um impacto significativo no mercado. Desde permitir novos modelos de negócio a melhorar a performance das organizações, esta tecnologia permite um elevado nível de segurança ao utilizador, através da descentralização do registo e guarda de dados. Esta tecnologia pode ser usada para tornar as cadeias de abastecimento mais eficientes e também permitir novos modelos de negócio disruptivos, especialmente no que diz respeito à propriedade e ao uso de ativos partilhados.



O impacto que se antecipa que esta tecnologia tenha na indústria financeira e automóvel será certamente aplicável em outros setores. Por exemplo, o conceito de registo partilhado dos vários passos que um produto segue numa cadeia de abastecimento pode ser feito com recurso à tecnologia blockIchain, que poderá dar um caráter inviolável e a prova de falseamento da origem de um produto (por exemplo na industria vitivinícola). As empresas e os seus parceiros têm a possibilidade de trabalhar através de uma base de dados distribuída que guarda um registo de transações permanente e à prova de violação..



4. Manufatura aditiva

A impressão em 3D, ou manufatura aditiva, é uma tecnologia que está disponível desde a década de 1980. Contudo, só se tem vindo a popularizar na última década, já que a variada gama de novos produtos de impressão em 3D convenceu as empresas de que esta tecnologia poderia favorecê-las competitivamente. As empresas estão cada vez mais cientes de que a amplitude das tecnologias e materiais 3D oferece soluções para vários tipos de indústrias em todo o mundo. No entanto, muitas são as empresas que não têm conhecimento ou confiança para aplicar este tipo de tecnologia de forma a responder às suas necessidades. Para muitas, essa incerteza limita sua capacidade de quantificar os benefícios da tecnologia e incorporá-la na sua visão estratégica.



5. The gig economy

Os consumidores da “gig economy” poderão encontrar oportunidades de trabalho através de "plataformas cognitivas". O consumidor do futuro desenvolverá uma forma completamente nova de carreira, liderada por uma série de experiências de trabalho ecléticas, que serão combinadas para ajudar a responder às necessidades pessoais, de desenvolvimento e financeiras. Este tópico terá, no caso da indústria, especial relevo pois irá aumentar a complexidade da gestão de projetos de engenharia industrial, que irão incluir por exemplo equipas muito díspares e funções externas.



6. A supercondutividade

Apesar de não estar diretamente relacionado com empresas industriais, este fator afeta em grande escala este setor. A utilização de materiais supercondutores nas redes de distribuição de energia elétrica irá permitir um aumento exponencial da eficácia e eficiência com que a energia é transportada e consumida.

11/12/2018

Fonte:AICEP

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