7 Top Trends no setor da saúde

EY (Ernst & Young)

1 - Centralização no consumidor/paciente e desenho de novas experiências de interação
O paciente é cada vez mais um consumidor de serviços de saúde que exigirá qualidade de excelência e uma experiência de consumo consistente e inovadora. Os vários intervenientes da cadeia de valor vão focar-se em novos aspetos e paradigmas como mudanças nos padrões de consumo, a monitorização da satisfação e a criação de novos pathways de cuidados.

2 - Entrada de novos concorrentes e novos modelos de negócio
A estratégia e modelos de negócio irão reajustar-se ao modelo digital e a novos paradigmas tecnológicos. São exemplos a venda de serviços pelas farmacêuticas numa lógica “beyond the pill” e a entrada de players de outros setores, como as telecomunicações, na cadeia de valor como soluções de e-health.

3 - Wearables e a IoT
A proliferação dos wearables e tecnologias IoT (sensores de queda ou respiratórios) são já uma realidade na monitorização pessoal de indicadores de saúde. Estas inovações são catalisadores de novos paradigmas de relacionamento com o paciente/consumidor e importantes na melhoria da segurança, na redução de custos e na capacidade de atingir as expectativas de um consumidor de serviços de saúde cada vez mais exigente.

4 - Big Data e a Inteligência Artificial
A medicina envolve heurística e algoritmos baseados em regras e inputs de sintomas e resultados de exames e observações. Este é um terreno fértil para a inteligência artificial que pode suportar estes algoritmos com níveis cada vez mais elevados de precisão para diagnóstico e prescrição. Este facto é exponenciado com o potencial analítico crescente de várias fontes de dados: Imagine a combinação de informação do registo clinico de um paciente com a monitorização 24x7 de dados proveniente te sensores acerca da sua dieta, níveis de atividade, etc. Quando isto acontecer de forma estruturada, estaremos perante um paradigma disruptivo na prestação de cuidados.

5 - A redefinição do prestador de serviços de saúde
Consegue imaginar clones digitais de especialistas reais de várias áreas da medicina a darem conselhos personalizados e apoio numa variedade de temas médicos? Ficção científica? De modo algum. Na Universidade do Sul da Califórnia está em desenvolvimento o médico avatar que parece e soa como o próprio médico numa articulação entre tecnologia de realidade virtual e inteligência artificial, maximizando o tempo de qualidade com o paciente e em estreita ligação com o médico ou profissional de saúde. Estes novos paradigmas são fundamentais para otimizar a prestação de cuidados, reduzir o desperdício e conseguir a sustentabilidade dos sistemas de saúde

6 - Telemedicina
Com o desenvolvimento tecnológico e a expansão das redes móveis a telemedicina tem as condições para se desenvolver. Considerada uma melhor abordagem, versus a visita física ao médico, para monitorizar e apoiar, por exemplo doenças crónicas, permite poupar tempo e dinheiro e dar aos pacientes melhor qualidade evitando deslocações demoradas e por vezes percorrendo longas distâncias.

7 - Novo modelo de empresas seguradoras e foco nos resultados em saúde
As pressões para a redução de custos e uma perceção de incremento do risco têm levado seguradoras tradicionais a juntarem-se a empresas de capital de risco procurando pensar o seguro de saúde de forma diferente. Há a expectativa de que estas startups seguradoras-tecnológicas possam em simultâneo controlar os custos e promover uma melhor relação com os clientes, utilizando modelos remuneratórios focados nos resultados (outcomes) e não nos tradicionais modelos de pagamento por serviço prestado.

18/10/2017

Fonte:AICEP

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