Panorama do Empreendedorismo 2017

Prós e contra da "economia gig" para o empreendedorismo

Em todas as economias da OCDE, as taxas de criação de empresas na área dos serviços superaram as da criação de empresas industriais, contribuindo com aproximadamente dois terços de todos os empregos criados por empresas novas em 2014. Mas, na maioria das economias, as novas empresas industriais contribuíram com menos de 15% dos novos empregos criados. Além disso, entre 2008 e 2014, o emprego na indústria diminuiu em praticamente todos os países da OCDE com a exceção de dois países: Luxemburgo e Alemanha.

- Os serviços têm sido um fator impulsionador importante da criação de empresas
- As disparidades salariais na indústria estão a aumentar em muitos países
- As ferramentas digitais criaram novas vias e abriram novos mercados aos microempreendedores
- A emergência dos “gig workers”



"Economia Gig”
A expressão “Economia Gig” descreve uma nova realidade do mercado de trabalho caracterizada pela extrema flexibilidade das modalidades de exercício profissional. Esta tendência assenta fundamentalmente na procura de plataformas online para encontrar trabalhos de curta duração. No fundo, é um mercado de trabalho orientado pela procura e pela resposta imediata a uma necessidade específica.

Estas modalidades de emprego flexível complementam ou substituem empregos a tempo inteiro, além de serem uma forma de proporcionar o regresso ao mercado de trabalho de, por exemplo, ativos desempregados.

Esta “economia freelance” já não é nova para determinados setores de atividade, nomeadamente na área do entretenimento, mas está a alastrar-se a mais setores e a novos serviços. A rapidez deste movimento faz com que ainda não haja o apuramento do número de trabalhadores nestas condições no universo dos países da OCDE.

A rápida popularidade dos “gigs” deve-se sobretudo aos desenvolvimentos tecnológicos e aos impactos causados por plataformas online de elevado sucesso como a Uber, que liga compradores e vendedores em transações únicas.

De referir que não há uma relação óbvia entre a “economia gig” e a atividade empreendedora. De facto, os protagonistas da “economia gig” podem ser detentores de pequenos negócios; é o que acontece com a plataforma Etsy, onde os artesãos podem facilmente vender para todo o mundo as peças que fazem à mão. Contudo, também é comum ver-se profissionais que estão contratualmente ligados a uma só empresa e, nesse sentido, são facilmente confundidos com trabalhadores por conta de outrem.

Outras leituras são ainda possíveis: a flexibilidade destes vínculos pode propiciar a formalização de start-ups, pelo baixo investimento na implementação de ideias de negócio, mas na verdade há indícios que apontam para um decréscimo da atividade empreendedora por força da entrada de players B2C nos mercados locais. Nesta medida, as plataformas indutoras de “gigs” funcionam mais como substitutos de uma atividade empresarial de baixa qualidade do que como um complemento a ofertas empresariais de elevada qualidade.


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18/10/2017

Fonte:Panorama do Empreendedorismo 2017, OCDE

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