Produção de vinho

A produção de vinho aumentou 11%

A região do Minho, onde são produzidos os vinhos verdes, foi, das regiões menos afetadas pela seca e acaba por crescer mais do dobro do que se previa (32% conta a estimativa de 15%).

Portugal é dos poucos países da Europa com boas notícias no plano vitivinícola. É que, não só a produção aumentou, este ano, como o vinho é de “excelente qualidade”, diz o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), lembrando que, raramente, estes dois fatores acontecem em simultâneo. Segundo as declarações entregues pelos vitivinicultores até 15 de novembro, data limite para indicar os dados da vindima, serão produzidos na campanha de 2017/2018 um total de 6,7 milhões de hectolitros, mais 11% do que o ano passado.


A produção do Douro só aumenta 6%, contra os 20% inicialmente previstos, tal como Trás-os-Montes regista um aumento de apenas 1%, quando se estimava que fosse de 15%. Regiões de interior e, como tal, sofreram de forma mais aguda o efeito das elevadas temperaturas e da seca.


Os dados da Organização Internacional do Vinho apontam para que a produção mundial caia 8% este ano, para o valor mais baixo nos últimos 50 anos. A ‘culpa’ é da quebra na Europa que, apresenta, valores de produção “historicamente baixos”, em especial nos seus três maiores produtores: a Itália perde 11,6 milhões de hectolitros (menos 23% face ao ano anterior), a França perde 8,5 milhões de hectolitros (uma quebra de 19%) e Espanha produz menos 5,8 milhões de hectolitros (uma redução de 15%).O que está a inflacionar a venda de vinho a granel. “O preço dos vinhos a granel está a subir o que pode abrir oportunidades para quem opera neste mercado. Claro que o reverso da medalha é que as empresas portuguesas que compram vinho a granel para fazerem os seus lotes vão ter a matéria-prima mais cara”, frisa Frederico Falcão.

De qualquer forma, o presidente do IVV reconhece que o facto de Portugal ser dos poucos países europeus com crescimento de produção – só a Roménia, a Hungria e a Áustria tiveram um bom ano vitícola – abre boas perspetivas às empresas nacionais. “É uma oportunidade porque podemos ganhar alguma quota, até, nos mercados de exportação. É muito positivo”, frisa.

20/11/2017

Fonte:Dinheiro Vivo

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