Reino Unido

Mercado

Com cerca de 65 milhões de habitantes, o Reino Unido é, segundo o Banco Mundial, a 5ª economia mundial e a 2ª da União Europeia. O país é líder na área da economia digital, acolhe as principais empresas mundiais em áreas como a engenharia e arquitetura, e possui as indústrias criativas com maior crescimento na Europa. Foi o 5º maior importador de bens e o 4º de vestuário (2º europeu) com, respetivamente, 3,6% e 5,9% do total em 2017.

O país posicionou-se como 4º importador mundial de bens e o 6º de serviços (com quotas de 3,9% e 4,1% do total em 2016, respetivamente) e captou cerca de 254 mil milhões de USD de fluxos de investimento direto estrangeiro (IDE) em 2016, tendo sido o 2º maior recetor mundial (e 4º mundial em termos de stock de IDE).

Segundo o The Economist Intelligence Unit (EIU), após um crescimento médio anual de 2% no período 2010-2015, a economia britânica cresceu 1,8% em 2016. Esta evolução foi impulsionada, em grande parte, pelo consumo privado (+2,8%).

O referendo de junho de 2016, com a opção dos britânicos pela saída da UE, deu origem a um período de grande instabilidade económica, política e institucional, com implicações económicas importantes e o abrandamento do crescimento começou já a fazer-se sentir.

A incerteza relacionada com as negociações do Brexit, a desvalorização da libra esterlina, e o aumento da inflação, contribuíram para travar o investimento e reduziram o poder de compra das famílias. Segundo o EIU, as perspetivas apontam para um crescimento do PIB de 1,6% em 2017 e 1,5% em 2018. O crescimento do consumo privado deverá ser mais moderado em 2017 e 2018 (1,6% e 1% respetivamente).


No que se refere ao relacionamento económico e comercial luso-britânico, em 2016, o Reino Unido foi o 4º mercado cliente de bens e serviços portugueses e o 6º fornecedor. O país foi o destino de 9,9% das exportações de bens e serviços de Portugal em 2016, no valor de 7,5 mil milhões de Euros (+4,7% face ao ano anterior). No período janeiro-outubro de 2017 as exportações de bens e serviços atingiram perto de 6,9 mil milhões de Euros (+7,9% face ao período homólogo de 2016).

Em termos acumulados o investimento direto do Reino Unido em Portugal alcançou perto de 9,2 mil milhões de Euros no final de setembro de 2017 (7,7% do total captado por Portugal), posicionando o RU como o 4º país de origem do IDE, segundo o Banco de Portugal. Entre os setores em que se tem concentrado o investimento de empresas britânicas em Portugal nos últimos anos, são de referir, entre outros, as tecnologias de informação e de desenvolvimento de software, áreas de indústria metalomecânica e de engenharia aplicada e os serviços partilhados e de competências tecnológicas.

O Reino Unido foi, em 2016, o quarto importador mundial de bens, de calçado e de calçado de couro com, respetivamente, 4%, 5%, e 6,3% do total. No mesmo ano, o mercado foi o quinto cliente de calçado de couro português e o destino de 6,7% das exportações. As saídas de calçado de couro para o Reino Unido aumentaram 6,3% em média ao ano, desde 2012, acima do ritmo de crescimento registado para o conjunto dos mercados (4,5%). ver Reino Unido – Síntese Setorial de Mercado de Calçado de Couro



Vestuário
Apesar do impacto do referendo do Brexit na economia britânica, nomeadamente na desvalorização da libra esterlina, no aumento da inflação e na redução no poder de compra em 2017, o consumo de vestuário continuou a aumentar, mantendo as vendas no país entre as mais elevadas do mundo. Dados locais apontam para que, em 2017, as despesas das famílias britânicas em vestuário e calçado tenham aumentado de forma significativa. O mercado de vestuário britânico ultrapassou os £58 mil milhões em 2017, representando mais de 18% do setor na União Europeia, e existem previsões que apontam para um crescimento da ordem dos 7,8% em 2019.

Com grande parte da produção britânica a ser realizada no estrangeiro, os produtores locais de vestuário respondem, apenas, por cerca de 5% do total e o seu volume de negócios está a baixar desde 2015.


O retalho especializado continua a liderar as vendas de vestuário no mercado, concentrando mais de 75% do total. Contudo, a participação do comércio eletrónico no setor tem vindo a aumentar e assume valores cada vez mais significativos. Na Europa, o Reino Unido é o país em que este canal assume um peso mais significativo no retalho, representando cerca de 22% das vendas de vestuário e estima-se que essa percentagem suba para os 26% em 2021.

26/06/2018

Fonte:AICEP

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