INE: acompanhamento do impacto da pandemia nas empresas

Inquérito Rápido e Excecional às Empresas - 1ª quinzena de junho 2020

O INE disponibiliza dados refrentes ao acompanhamento do impacto da pandemia nas empresas, refrentes à segunda quinzena de maio e resultantes do Inquérito Rápido e Excecional às Empresas.

Os resultados do inquérito apontam para uma melhoria da situação das empresas na primeira quinzena de junho. A percentagem de empresas em funcionamento aumentou de 92% na 2ª quinzena de maio para 95% na 1ª quinzena de junho, salientando-se o setor do Alojamento e restauração, onde a percentagem aumentou de 59% para 77%.

Face à situação que seria expectável sem pandemia, 68% das empresas reportaram um impacto negativo no volume de negócios (compara com 73% na quinzena anterior). O Alojamento e restauração e os Transportes e armazenagem foram os setores onde mais empresas reportaram reduções no volume de negócios (88% e 77%, respetivamente).

24% das empresas referiram que o seu volume de negócios deverá demorar mais do que 6 meses a regressar ao nível normal e 4% consideram que o seu volume de negócios não deverá voltar a esse nível. O setor do Alojamento e restauração destaca-se pela maior percentagem de empresas em ambas as situações (38% e 11%, respetivamente).

Comparativamente com a quinzena anterior, 38% das empresas referiram uma estabilização do volume de negócios, sendo que, entre as restantes, a percentagem que assinala aumentos foi superior à proporção que assinala reduções (35% e 28%, respetivamente). Ao nível setorial, a percentagem de empresas a referir um aumento excedeu a percentagem de empresas a referir uma redução do volume de negócios no Alojamento e restauração, Comércio e Transportes e armazenagem.

Na 1ª quinzena de junho, 39% das empresas assinalaram uma redução do pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar face à situação que seria expectável sem pandemia (45% na quinzena anterior). As empresas do Alojamento e restauração também se destacam neste caso, com 67% a referirem um impacto negativo no pessoal ao serviço (ainda assim -6 p.p. do que na quinzena anterior).

Em comparação com a 2ª quinzena de maio, a maioria das empresas não reportou alteração no número de pessoas ao serviço (68%). O Alojamento e restauração foi o setor que registou a maior percentagem de empresas com aumento no pessoal ao serviço face à quinzena anterior (40%), na maioria dos casos devido à redução do número de pessoas em layoff.

47% das empresas respondentes tinham pessoas em teletrabalho na primeira quinzena de junho (-6 p.p. face à quinzena anterior) e mais de 55% das empresas não preveem o recurso às medidas de apoio do Governo excluindo o layoff simplificado.

Mais de 75% das empresas considera pouco ou nada provável a alteração de forma permanente da sua atividade devido à pandemia COVID-19. As alterações referidas como muito prováveis pelas empresas são o reforço do investimento em tecnologias de informação (25% das empresas), o aumento do recurso ao teletrabalho (17% das empresas) e o redireccionamento dos mercados alvo (16% das empresas).

Para informação mais detalhada, consulte o relatório disponibilizado em Anexo.

23/06/2020

Fonte:INE

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