Chile

Mercado

O Chile é um dos países mais estáveis da região em termos económicos, sociais e políticos, apresentando as melhores classificações em termos de desenvolvimento humano, qualidade de vida, ambiente de negócios e competitividade. Por isso, assume uma posição de relevo enquanto destino de investimento estrangeiro (IDE) e como potência económica mais competitiva da América Latina.

Com uma população estimada em 17,9 milhões de habitantes, um produto interno bruto (PIB) de 247 mil milhões de dólares (USD) e um PIB per capita de 13 790 USD (o 3º no contexto das economias latino-americanas, excluindo as Caraíbas), a economia chilena caracteriza-se, também, por uma grande abertura ao exterior (particularmente América do Norte, Europa e Ásia) e pela especialização da produção nacional, denotando uma grande dependência dos sectores nos quais dispõe de vantagens comparativas como, por exemplo, minas, nomeadamente de cobre (1º produtor mundial), pasta de papel, salmão (2º exportador mundial) e produtos do mar, vinhos (4º exportador e 8º produtor) e frutas (maior exportador da região) e legumes.

Apesar de ser um mercado relativamente pequeno, o Chile é, a nível mundial, o país com o maior número de acordos de comércio estabelecidos, o que lhe permite o acesso privilegiado a cerca de 4 300 milhões de consumidores. Ocupou em 2016, no contexto do comércio mundial, a 42ª posição do ranking de exportadores e a 44ª enquanto importador.

No contexto do comércio externo português, o Chile assume ainda uma posição pouco relevante. Em 2016, o país posicionou-se como 44º cliente de Portugal (posição que mantém desde 2014) e como 60º fornecedor.

As exportações de Portugal para o Chile concentraram-se em três grupos de produtos – máquinas e aparelhos, madeira e cortiça, e metais comuns – que, em conjunto, representaram 66,8% do total exportado em 2016 (64,2% em 2015). Por sua vez, as importações concentraram-se no grupo dos produtos agrícolas, que representou 84,6% das nossas compras ao Chile, nesse ano. Se considerarmos, ainda, os produtos alimentares (2%) e as pastas celulósicas e papel (5,5%), tal significa que apenas três grupos de produtos foram responsáveis por 92,1% das nossas importações totais daquele país.


Devido à assinalável margem de progressão para o comércio internacional português, tem aumentado o número de empresas portuguesas exportadoras para o Chile: 443 em 2016 que compara com 307, em 2012.


Retalho Alimentar
O elevado grau de abertura da economia chilena, associado ao sólido crescimento dos últimos anos, proporcionaram o desenvolvimento de um retalho de produtos alimentares dinâmico e propenso à introdução de produtos novos de forma a dar resposta a uma procura crescente.

No Chile, em 2016, os agregados familiares gastaram, em média, 19% do rendimento em despesas com a alimentação, 48% das quais em grandes hipermercados.

A classe média (cerca de 40% da população) é a principal consumidora de alimentos importados mais sofisticados e está muito concentrada na região metropolitana de Santiago.

Em 2017, as importações chilenas de produtos agroalimentares atingiram cerca de 6 mil milhões de euros e, nos últimos cinco anos, cresceram a um ritmo bastante superior ao da média mundial.

Embora os principais fornecedores de bens alimentares ao Chile sejam países do continente americano e a quota de Portugal, embora estável, se mantenha em níveis reduzidos, existem oportunidades para alguns produtos a que as empresas portuguesas devem estar atentas. Neste âmbito destacam-se, nomeadamente, os produtos de padaria, pastelaria e da indústria das bolachas e biscoitos, os molhos e condimentos, o vinho do Porto, o chá e o café.



25/06/2018

Fonte:AICEP

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