Retrato Territorial de Portugal

INE

O INE divulga a 5ª edição do Retrato Territorial de Portugal em que se analisam as dinâmicas territoriais centradas nos domínios Qualificação territorial, Qualidade de vida e coesão e Crescimento e competitividade que, nesta publicação, incidem, respetivamente, nas temáticas
- A diferenciação territorial do turismo,
- A sustentabilidade demográfica dos territórios e
- A competitividade e a inovação nas regiões portuguesas.

Esta edição do Retrato Territorial de Portugal assume um novo formato de publicação digital, de cariz interativo, que privilegiou o acesso mais direto à informação de base que constitui referência para as análises desenvolvidas.

Destaques
I. A diferenciação territorial do turismo
- Entre 2014 e 2016, a proporção da superfície de edificação licenciada para construções novas destinadas ao turismo em solo rústico aumentou
- No período 2011-2016, em 114 municípios a proporção de superfície objeto de reabilitações físicas face ao total de superfície de obras no edificado destinado ao turismo foi superior a 50%
- Entre 2013 e 2016, o número de alojamentos turísticos aumentou em todas as regiões NUTS II, verificando-se um crescimento relativo mais expressivo na Região Autónoma da Madeira
- Entre 2013 e 2016, o ritmo de crescimento da capacidade de alojamento turístico em áreas predominantemente rurais foi cerca de três vezes superior ao verificado em áreas predominantemente urbanas
- Entre 2011 e 2016, a capacidade dos hotéis de quatro e cinco estrelas aumentou em todas as regiões NUTS II
- Entre 2013 e 2016, o número de dormidas cresceu em todas regiões, destacando-se o aumento relativo da procura global nas regiões Norte e Alentejo, bem como o crescimento de dormidas no Turismo em Espaço rural e Turismo de habitação na região Centro e no Alojamento Local na Área Metropolitana de Lisboa
- Em 40 municípios portugueses, mais de metade das dormidas de 2016 ocorreram entre julho e setembro
- Em 2016, o contributo dos hóspedes residentes no estrangeiro para a procura turística nacional foi superior à proporção registada a nível nacional (59,1%) em 33 municípios localizados sobretudo no Algarve e nas regiões autónomas

II. A sustentabilidade demográfica dos territórios
- Num contexto de maior concentração da população no Litoral, e em especial nas áreas metropolitanas, por oposição ao Interior do Continente, a densidade populacional em territórios predominantemente urbanos era 19 vezes superior à verificada em áreas rurais
- Entre 2011 e 2016, apenas 34 municípios registaram uma evolução positiva da população, e destes, 15 em resultado de taxas de crescimento natural e migratório simultaneamente positivas
- Entre 2011 e 2016, a maioria dos municípios portugueses registou um aumento do índice de envelhecimento e em 2016 este era inferior à média nacional em municípios dos territórios metropolitanos centrados em Lisboa e Porto, do Algarve e das regiões autónomas
- O índice de envelhecimento era mais elevado nos territórios rurais do que nos territórios urbanos, sendo esta assimetria mais acentuada nas sub-regiões Beira Baixa e Terras de Trás-os-Montes
- Em 2016, apenas 32 dos 308 municípios portugueses registavam um índice de renovação da população em idade ativa acima de 100
- Entre 2011 e 2016, o índice sintético de fecundidade diminuiu nas regiões autónomas e nas regiões Norte e Centro e, em 2016, estas regiões registavam um valor abaixo do limiar de 1,3 filhos por mulher
- Entre 2011 e 2016, a idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho aumentou em todas as regiões e, em 2016, situava-se acima dos 30 anos em 16 das 25 sub-regiões NUTS III

III. A competitividade e a inovação nas regiões portuguesas
- Entre 2000 e 2015, em todas as regiões NUTS II, com exceção do Alentejo, verificou-se uma aproximação do valor do PIB por habitante ao valor médio nacional, evidenciando uma convergência dos desempenhos económicos das regiões portuguesas
- Em todas as regiões NUTS II com exceção do Algarve, o crescimento médio anual real do PIB foi positivo nos períodos 2000-2005 e 2005-2010 e negativo no quinquénio 2010-2015
- A Área Metropolitana de Lisboa foi a única região onde a proporção de empresas, de pessoal ao serviço e de VAB nos setores de alta e média-alta tecnologia era superior à média nacional no triénio 2013-2015
- No triénio 2013-2015, nas sub-regiões do Alentejo Litoral, Alentejo Central e Terras de Trás-os-Montes mais de metade das vendas e prestações de serviço para o mercado externo eram realizadas pelas sociedades em setores de alta e média-alta tecnologia
- No período 2012-2014, em 3 das 7 regiões NUTS II, mais de metade das empresas desenvolvia atividades de inovação, proporção superior à média da UE-28
- Considerando a dimensão da empresa, verifica-se que em Portugal e em todas as regiões NUTS II do país, as grandes empresas apresentavam uma maior propensão para realizar atividades de inovação

09/10/2017

Fonte:INE

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